sexta-feira, 30 de abril de 2010

STEVIE WONDER OU STIVINHO MARAVILHA

Stevie Wonder em janeiro de 1963

Acho que para o grande público no Brasil o sucesso de Stevie Wonder começou nos anos 80. Mas, na verdade, o menino que nasceu prematuro (por isso ficou cego) no interior de Michigan, Estados Unidos, em 1950 e se mudou para Detroit ainda pequeno foi lançado em 1961. E pela Mowtown, uma das gravadoras mais importantes de todos os tempos, especializada em música negra americana e que revolucionou a história da música pop, lançando nomes como Diana Ross, Marvin Gaye, The Jackson 5 . E foi o dono dela que revelou o "Little Stevie Wonder" (alguma coisa como o Pequeno Stivinho Maravilha) aos 11 anos. Ele era um menino-prodígio que encantava os adultos que o ouviam e em poucos anos já estava compondo, não só pra si mesmo, mas para outros astros da gravadora.

De menino prodígio, nas décadas seguintes ele se mostraria um gênio. E daí pra frente foram incontávei sucessos e muitos clássicos desde My cherie amour à linda Isn't she lovely? (que tem o choro da filhinha dele) e a indefectível I just called to say I love you. Essas e muitas outras mais permaneceram nas paradas de sucesso em várias partes do mundo. E o Little Stevie se tornou uma lenda viva da música moderna.

A canção de que eu quero falar, porém, não foi ao topo das paradas, é de 1972 e nem é muito conhecida. Meu irmão me mostrou um dia e me apaixonei perdidamente. Continuando o post de ontem, falando em acreditar. A poesia e a esperança de I believe (When I fall in love) transbordam na letra e na música e fazem com que gente queira mesmo se convencer de que da próxima vez vai ser para sempre. E Stevie Wonder é o mágico desse truque.




Eu acredito (Quando eu me apaixonar)

Sonhos despedaçados
Anos desperdiçados
Aqui estou eu preso dentro de uma concha vazia
A vida começou
depois acabou
Agora eu olho para um poço vazio e frio

Os muitos sons que chegam aos nossos ouvidos
As cenas que nossos olhos guardam
Vão abrir nossos corações emergentes
E alimentar nossas almas vazias

Eu acredito que quando me apaixonar por você vai ser pra sempre
Eu acredito que quando me apaixonar dessa vez vai ser pra sempre

Sem desespero vamos compartilhar
E as alegrias do cuidar não serão substituídas
Aquilo que foi um dia nunca deve ter fim
E por causa dessa força não seremos apagados
Quando as verdades do amor são plantadas com firmeza
Não são difíceis de encontrar
E as palavras de amor que eu falar pra você
vão ecoar na sua mente


Beijos

Ana Mineira

ILUSIONISMO



Ah, a magia!!! Existe idade para se encantar com a magia?

A vida nada mais é do que uma sucessão de "passes de mágica". A concepção é um ato mágico (e delicioso, eu sei!), o nascimento, o primeiro choro, a amamentação, o primeiro sorriso (voluntário ou não), os primeiros passos, o primeiro dia de aula, o primeiro amor e a primeira transa, as grandes amizades, a adolescência, o amadurecimento, o envelhecimento e a morte.

Não, eu não estou iludida pela vida, mas sou uma eterna Poliana. Gosto de ver o lado positivo de tudo!

Eu sei que seria uma grande ilusão pensar que só coisas lindas e maravilhosas vão acontecer! Acontece que considero mágica a força que descobrimos ter para enfrentar os desafios e desavenças.

Eu sei que a Martinha só vai conseguir ver o vídeo à noite, mas prestem atenção nas crianças com suas bocas abertas e o olhar brilhante de admiração e emoção! Os sorrisos e a alegria são contagiantes!

Por isso, enxerguem cada dia como um passe de mágica! E, se você encontrar um daqueles mágicos pé de chinelo pela frente, que não te surpreende, lembrem-se que quando o dia amanhece, um novo passe de mágica será realizado!!!

Deixem-se iludir, sem nunca tirar os pés do chão, porque esse negócio de voar, é só para quem tem asas!!! E, se a coisa ficar ruim demais, feche bem os olhos, bata seus sapatinhos por três vezes e acredite!

Beijos,

Dorothy


quinta-feira, 29 de abril de 2010

MEDIOCRIDADE ANÔNIMA


Seguramente a Internet é uma das maiores invenções da história. Veio para revolucionar nossas vidas, para encolher o mundo, para diminuir distâncias, para democratizar. E apesar disso ser tão maravilhoso, muitas vezes é assustador e quando uma coisa assusta nós a mitificamos. Por isso a Internet virou o quarto escuro do século XXI, cheia de monstros e fantasmas.

Minha visão sobre isso é, particularmente, tranquila. Acho que a Net não favoreceu maus hábitos, acho que ela não aumentou o maucaratismo. Eles sempre estiveram aí. Pessoas sempre mentiram, sempre traíram, sempre se esconderam e nunca precisaram de computador pra isso. Para se ter uma idéia o primeiro sistema de correio de que se tem notícia remonta a 2400 anos antes de Cristo, no Egito. Alguma dúvida de que a carta anônima já existia antes disso??? E os telefonemas anônimos?? O que seria dos filmes e novelas dos anos 70 e 80 sem eles??? O que está diferente então?? A tecnologia, nada mais. A covardia continua a mesma.

Uma outra coisa permaneceu... A dúvida. Consigo até imaginar os egípcios com aquelas carinhas triangulares e cajal no olho se perguntando porque uma pessoa se daria ao trabalho de fazer uma coisa tão besta quanto intrigas anônimas... E acho que as repostas também não mudaram... Pelo menos a principal delas e a mais óbvia. É incrível como não é preciso ter muito para se despertar a inveja. A mediocridade se ressente até da paz de espírito alheia. E como não lembrar dos vilões das novelas mexicanescas e suas vidas vazias... Sem amigos, sem amores se contorcendo de ódio com o sucesso dos mocinhos.

Por isso o anonimato da Net não me assusta. Pessoas de verdade não tem nada a esconder, nem a temer de quem tem. Acho que tudo que precisamos fazer é preservar nossa intimidade na medida do razoável e isso vale pra qualquer lugar ou situação. A mentira na Internet tem tanta força e resistência quanto fora dela. E a medida disso somos nós mesmos que decidimos, quando damos importância ou sabiamente ignoramos a mesquinhez do outro.

Então... perdoemos a fraqueza humana!




Beijos

Ana Mineira

quarta-feira, 28 de abril de 2010

NO CLIMA DA COPA


Ok, eu sei que minha Xará vai "menosprezar" o post! Vai ver, nem vai ler e, imediatamente, pensará: "pronto, lá vem a Aninha falando de futebol, que saco!"

MAS LEIA ATÉ O FIM, AMIGA! Tenho certeza que você vai gostar, pois, na verdade, o post de hoje fala sobre a criatividade dos publicitários!!!!

Esses dias, recebi por e-mail a propaganda da Pepsi para a Copa do Mundo de 2010. Não vi se foi veiculada na televisão brasileira, mas ela está no final do post, pois merecia ser compartilhada!!!

Nela, podemos descobrir a origem do "jeitinho brasileiro", cheio de bom humor e inteligência!

Mostra o lado musical do povo africado e também o lado apaixonado pelo futebol!

É possível ver, ainda, que, apesar dos pesares, eles tem uma alegria contagiante!

A propagando é simplesmente um espetáculo a parte!!!

Deliciem-se!

Beijos,

Aninha

terça-feira, 27 de abril de 2010

HANDY MAN



Hey girls gather round
Listen to what I'm puttin' down
Hey baby I'm your handyman

I'm not the kind to use a pencil or rule
I'm handy with love and I'm no fool
I fix broken hearts
I know that I truly can

If your broken heart should need repair
then I am the man to see
I whisper sweet things
you tell all your friends
They'll come runnin' to me....

Here is the main thing that I want to say
I'm busy twenty four hours a day
I fix broken hearts,
I know that I truly can



A tradução é por minha conta e totalmente livre por isso deixei a expressão handy man no original. Porque em inglês ela é bonita e em português o mais próximo que existe é a horrorosa "faz-tudo". Na verdade define um homem habilidoso, que sabe consertar qualquer coisa. Mas o mais importante é se encontrarem algum desses por aí, mandem pra cá, por gentileza... Se for o James Taylor com esse violão, na época que ele tinha cabelo... nem precisa mandar, deixa recado no Echo que eu vou até lá...

Ei, garotas juntem-se aqui
e escutem com atenção
Ei, querida, sou seu handy man

Não sou do tipo que usa lápis ou régua
Sou habilidoso com amor e não sou bobo
Eu conserto corações partidos
E sei que consigo de verdade

Se seu coração partido precisa de reparos
Então sou o homem que você procura
Eu sussurro palavras doces
Conte para todas as suas amigas
Elas vêm correndo pra mim

E aqui está a coisa mais importante
que tenho a dizer
Trabalho 24 horas por dia
Eu conserto corações partidos
Querida, sou seu handy man


Beijos

Ana Mineira

segunda-feira, 26 de abril de 2010

OBRIGADA!!!



Queridos amigos,

Eu pensei em um milhão de assuntos para escrever hoje.

Mas eu não poderia ignorar todo o amor e carinho que recebi de vocês!!!

Chorei (como era de se esperar), sorri, me emocionei, me encantei, e, acima de tudo, amei cada um de vocês mais e mais!!!!

Guga perguntou sobre os presentes que ganhei... e, tomo a liberdade de repetir minha resposta...

"Ganhei muito amor e carinho...


Ganhei muitos amigos de presente...

Ganhei a visão sobre algumas pessoas...

Ganhei maturidade...

E, acima de tudo, ganhei amor próprio...."
 
Garanto que o caminho dos 35 aos 40 será muito mais macio e menos sinuoso do que eu esperava...
 
Graças a vocês!!!!!!
 
Muito obrigada

sábado, 24 de abril de 2010

ANINHA

Nossa...
Falar da Aninha...
É falar de alguém que sente as coisas com a mesma intensidade que eu
O que de partida já é absurdo...
É falar de alguém que sofre mais com os meus problemas do que eu.
É falar de alguém que começou como minha xará de primeiro nome,
depois passou pro segundo,
até que um belo dia descobri que temos as mesmas iniciais...
Em número de letras o nome dela só tem uma a mais,
senão, como diz um amigo,
seríamos numerologicamente gêmeas.
E ela ama com uma força...
e acredita com uma força...
e duvida...
e confia...
e torce...
e briga...
e agrada...
e trabalha...
e estuda...
e ri...
e chora...
Como se cada vez fosse a primeira e a última.
Desde a primeira vez que a "vi"
soube que seríamos muito amigas ou inimigas mortais.
Quis a vida,
ou a sorte,
ou o acaso,
ou o destino,
ou quem sabe foi Deus mesmo,
que na Sua imensa bondade nos colocou do mesmo lado?
Com certeza Ele estava pensando em mim...
Não gosto de me gabar não,
mas, cá entre nós,
Deus tem uma predileção descarada pela minha pessoa.
Tanta assim que pôs a Aninha na minha vida

Ixi... já estou divagando...
então vou deixar que a ternura da Martinha fale por nós:





Um anjo bondoso que está sempre pronto para acolher,
Uma leoa preparada para nos defender,
Uma amiga que está sempre do nosso lado...
Você é o ombro das horas difíceis,
o riso contagiante do momento feliz,
a palavra certa na hora certa,
a irmã que eu escolhi...
Muito obrigada, minha amiga,
Por estar comigo quando fico triste,
Por dividir comigo a alegria.
Obrigada por deixar ter você na minha vida...


Você não merece um dia especial...
Você merece uma vida especial!
Que teus dias sejam um reflexo daquilo que você transmite,
Que a alegria esteja sempre presente na sua vida,
Que o amor transborde em sua alma,
Que você seja sempre essa pessoa ...

Linda!!!!

Gifs - Flash - Fotos e Videos Para seu Orkut
Parabéns!

Amiga, te amamos!

FELIZ ANIVERSÁRIO!

29 - 35


Sempre quis saber se o Renato Russo escreveu a música "Vinte e Nove", quando fez 29 anos. Até procurei na internet a história da música, mas infelizmente não achei.

Gosto dessa música, especialmente quando ele diz "Vinte e nove anjos me salvaram e tive vinte e nove amigos outra vez".

Estou prestes a completar 35 anos e posso dizer que 35 anjos me salvaram várias vezes!!!

O tema "mulher/idade" é um assunto interessante. Meu RG diz que farei 35 anos, mas minha maturidade emocional é de 20. Raramente uma mulher admite isso, mas eu nunca tive medo de falar, sou uma moleca no final da adolescência: sonhadora.

Acredito no amor incondicional, na amizade, na bondade, na lealdade.

Aprendi a pedir perdão muito antes dos vinte e nove. Quem convive comigo sabe que também sei perdoar, apesar de não esquecer. Na verdade, não é questão de esquecer... é estar preparada para não me decepcionar.

Como eu disse, a idade emocional é de 20 anos, mas a racional é de 35 mesmo!!!

E confesso, aqui, que esta racionalidade de 35 anos está me incomodando muito! É tão estranho fazer 35! Alguns podem dizer que é pior fazer 30. Mas não concordo!

Aos 30, fiz uma festança... estava muito feliz!!! Putz, como foi legal fazer 30!!!

Porém, fazer 35 está muito estranho. Não sei explicar direito o por quê, mas não tenho vontade nenhuma de comemorar. Os 35 estão tão próximos dos 40.

E, dos 30 para os 35, o que mudou? Absolutamente nada, exceto o meu amor pela minha sobrinha que ainda estava na barriga da minha irmã, qdo fiz 30.

Esse é meu maior incômodo: a mesmice. Contudo, cabe a mim, e só a mim, fazer a coisa acontecer dos 35 para os 40!!!

Como diria Renato Russo... "estou aprendendo a viver sem você".

Beijos,

Aninha



 

E hoje é aniversário da Van!!!!!

Parabéns, moça!!!! Tudo de bom sempre pra ti, viu!!!!

Um milhão de beijos!!!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

PEDRO ÁLVARES CABRAL E A HISTÓRIA



Shopping center, fila pra pagar o estacionamento. Mãe da coleguinha do filho para atrás de mim. Fazer o que, né?? Tem que conversar... Tá no paragrafo 5, ítem 9, da CEMAMS (Convenção de Etiqueta das Mães de Alunos da Mesma Sala). Achei que íamos ficar nas triavialidades quando ela me sai com essa: "Você está satisfeita com o ensino do Colégio? Eu não estou nem um pouco! Aliás, até marquei reunião com a diretora para semana que vem." Fiquei imediatamente arrasada com aquilo! Não sei o quanto vocês entendem disso, mas posso resumir o que significa ser mãe em uma palavra: culpa. O que veio naquela hora na minha cabeça foi: "Como é que o ensino da escola está assim tão ruim e eu não percebi??? Que espécie de mãe eu sou??" Respondi disfarçando: "É mesmo??" E ela irritadíssima: "Você não reparou o que eles estão estudando em História? Aquela bobagem sobre culturas de outros países?? Isso eles aprendem depois! Até agora não falaram em Pedro Álvares Cabral, no ano em que descobriu o Brasil, nada disso! Assim não dá!"

Choquei. Fiquei muda. Santa Ignorância, Batman!!! Quer dizer que História se resume a Pedro Álvares Cabral??? Eu que estava toda orgulhosa do meu filho aprender a origem dos hábitos culturais das diversas matrizes desse caldeirão que é esse país, fui pega de surpresa pelo saudosismo retrógrado daquela moça.
Uma mulher jovem, mais nova que eu. Universitária... Não que eu não ache importante que se estude o Descobrimento e todos os fatos que marcaram nosso passado, mas é tão bom ver a educação iluminada de idéias novas, reconhecendo a importância de coisas que não sejam apenas datas e nomes pra decorar.

Fiquei pensando duas coisas devastadoras. A primeira delas era na influência daquela pessoa nos rumos desse país e desse mundo. Sim, porque além de estar prestes a ter um diploma universitário com tudo que isso implica e não implica, ela está educando dois seres humanos, que provavelmente vão crescer sem ter noções simples de coisas importantes. Que tipo de cidadãos essa família ainda vai gerar? A segunda: fiquei pensando também que se eu, ali, inocente passante, apenas tentando tirar meu carro do shopping com dignidade, estava ouvindo aquela abobrinha o que não escutariam as pobres professoras todos os dias de criaturas como aquela (que, com certeza, não deve estar sozinha)?? Meu coração se encheu de piedade e por um momento eu até me esqueci da birra que tenho da tal diretora.

Ontem a noitinha fui à escola buscar filhote e tinha um carro parado na porta em fila dupla. Nenhuma novidade, né? Eu, pessoalmente tenho pavor de parar em algum lugar que tumultue a vida dos outros. Morro de vergonha quando, por infelicidade minha, acontece. E sei como é irritante essa confusão de porta de escola, mas muitas vezes até entendo porque isso se mistura com questões de segurança das crianças, falta de vagas e outras coisas difíceis de evitar. Mas esse caso era especial. O carro ficou parado naquele lugar por uns dez minutos para esperar duas meninas uma de 9 e outra de 4 escolherem e pagarem todos os doces que queriam na mão do vendedor que fica naquele portão. Terminada a tarefa o carro arrancou e a vida da cidade pôde seguir em paz. Advinhem quem era?





Beijos

Ana Mineira

* Beijinho especial pra Aninha, que tá ficando dodói com a mudança de estação.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

DIGAM O QUE QUISEREM & PONTINHO





Acho que a essa altura já deu pra perceber meu fraco por filmes de adolescente, principalmente dos anos 80, né? Mas acredito que as pessoas da mesma geração que eu e que também foram educadas pela Sessão da Tarde são capazes de entender esse fascínio.

Deixa eu explicar como era: Podíamos assistir aos clássicos água com açúcar dos anos 50 e 60, ver todos os filmes do Jerry Lewys e do Elvis Presley infinitas vezes ou uma comédia romântica adolescente... e só. A vida era simples assim. Sem internet, sem TV a cabo, sem opção...

Por isso, se observarem pessoas da minha idade (que não interessa dizer qual é...) vão perceber que todos temos uma paixão secreta (ou nem tanto) por um astro desse tipo de filme. Pode ser o Robie Lowe, o Matt Dillon, a Mary Stuart Masterson, a Molly Ringwald ou, como no meu caso, o John Cusack (de Alta Fidelidade, Os queridinhos da América, O juri).

Em "Digam o que quiserem" ele é Lloyd Dobler aluno do último ano do ensino médio, que se esforça pra sobreviver e passar de ano e de repente resolve convidar sua colega mais inteligente e bonita, a oradora da turma para uma festa. Calaro que eles se apaixonam!!!! E ele mostra a ela um outro lado da vida, mais adolescente e despreocupado para desespero do pai da mocinha, que está de viagem marcada pra estudar na Europa e foi criada para ser uma dama.

Tá, admito, o roteiro é trivial. Mas foi o primeiro que o Cameron Crowe (de "Jerry Maguire") dirigiu e tem o John e... também tem o John e... Ah!!! Tem a cena em que ele segura um som imenso (daqueles que só a década de 80 era capaz de fabricar) no jardim da casa da namorada (que tinha dispensado o rapaz por causa do pai ridículo) e toca pra ela a mais linda música do Peter Gabriel (ai, o
Peter Gabriel...) "In you eyes" numa cena que se tornou antológica.

Enfim: é romântico, divertido e delicado e eu recomendo (e tem o John Cusack). Pronto!



Hoje é aniversário de um amigo querido desse blog, que sempre nos deu muita força e nos encantou com sua poesia feita de imagens: o JSH, ou o Pontinho, ou o Jota ou qualquer outro das centenas de nicks que ele usa. Mesmo quando está sumido Pontinho é parte da turma com sua gentileza, prestatividade, sensibilidade e inteligência. Aliás, sumido ele sempre foi... ou deveria dizer discreto, invisível, misterioso... Não importa. Foi assim que ele nos conquistou e, como se não bastasse, ainda nos trouxe a Feliz de presente.
Nossos muitos abraços e beijinhos.

Feliz Aniversário

Suas musas



Gente, é o Pontinho... é claro que eu não ia me atrever acolocar aqui uma outra imagem que não fosse dele né...

Beijos

Ana Mineira



quarta-feira, 21 de abril de 2010

O ROCK NÃO MORREU!



Depois de algumas horas baixando as fotos do celular, consegui trazer o Roger pro meu micro...

Pois bem, eu podia ficar horas a fio falando sobre o Tiradentes, mas, sinceramente, não tenho nenhuma vontade... deixo essa parte da história Nacional pra minha Xará, por motivos óbvios, já que se trata da Inconfidência Mineira...

Ontem fui ao aniversário de um amigo muito querido!!! Já até falei dele e da esposa aqui, mas não vou ficar repetindo o tanto que eles são importante na minha vida, afinal de contas, fazem parte da família que escolhi pra mim!!!

Enfim, a festa foi no "La Risoteria" do Alessandro Segato, que fica no Jardins. Quando cheguei, olhei a casa e pensei: putz, onde será que a Priscila vai conseguir criar um palco para o Roger cantar?

E não é que minha amiga deu um jeito? Afastaram as mesas, criaram um espaço sem palco mesmo e lá estava ele... cantando e tocando... ainda preciso perguntar pra Pri que banda tocava junto, mas tenho certeza que não era a banda dele, porque os baixistas o reverenciaram quando terminou o show!



E, neste dia que se comemora a liberdade, a igualdade e a fraternidade, tenho a honra de afirmar O ROCK NÃO MORREU!!!

Eu não consigo entender como é que o Rock perdeu espaço para músicas do tipo "dançando na boquinha da garrafa" ou "o bonde do tigrão". Até "a pipa do vovô não sobe mais" do Silvio Santos era melhor do que essa porcariada que somos obrigados a conviver!!!

Ao ver o Roger cantar e tocar ontem (no melhor estilo BBB, pq ficamos pertinho do artista, com câmera nos filmando o tempo todo) cheguei à conclusão de que o rock de melhor qualidade não morreu! Ele apenas está adormecido dentre de cada um de nós!!!! Só não me conforme de ter chegado atrasada e ter perdido a chance de vê-lo cantar "Independente Futebol Clube".

Ver o dedilhar do Roger na guitarra, a energia das pessoas pulando e cantando, os filhos dos nossos amigos curtindo e dançando (alguns sabiam até as letras), gerou uma vontade louca de dividir com vcs essa experiência de saber que nem só de música ruim vive o homem!!!

Dani, parabéns meu amigo querido! Pri, valeu a oportunidade!!!

E VIVA O ROCK!!!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

TRUE TO MYSELF



Beijos

Ana Mineira

EU NÃO SOU SUA...



NÓS SOMOS LIVRES, INDEPENDENTE FUTEBOL CLUBE!!!

Não preciso dizer mais nada, né???? E, mesmo que precisasse, eu não ia falar, pq a tendinite não me permite digitar muito!!!! rs

Beijos,

Ana

domingo, 18 de abril de 2010

JOHNNY DEPP E ALICE


Para muitos, Johnny Depp é o principal ator de Hollywood. Com boa aparência e talento, o astro de 46 anos é garantia de bilheterias, independente do papel que estiver interpretando. A versatilidade virou sua marca. Após ganhar projeção em filmes de baixo orçamento, como “Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador” e “Cry-Baby”, foi o filme “Edward Mãos-de-Tesoura”, de 1990, que o levou à fama.

Ao interpretar o problemático Edward, Johnny deixou claro que era mais do que um rosto bonito, embora o sucesso de bilheteria, os paparazzi e seus relacionamentos com mulheres famosas (entre elas Jennifer Grey, Winona Ryder e Kate Moss) tenham feito com que virasse uma celebridade midiática.

Apesar da atenção que recebeu, Depp tomou outro rumo e parece se concentrar na carreira de ator. Ao trocar sucessos certos de bilheteria por personagens peculiares que chamam sua atenção, Johnny assumiu papéis em uma grande variedade de filmes, incluindo “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”, “Chocolate”, “Em Busca da Terra do Nunca” e “O Libertino”. E, depois de Jack Sparrow, personagem de ''Piratas do Caribe'', admite que ficou mais atrativo para os estúdios, até então relutantes em lhe dar um qualquer papel

Notoriamente tímido, Depp é famoso por detestar ver a si mesmo na tela grande, mas fez uma exceção para seu mais recente papel, como o Chapeleiro Maluco em “Alice no País das Maravilhas” –sua sétima colaboração com Tim– e estava claramente feliz com as reações positivas de seus próprios filhos, que adoraram sua interpretação maluca e sombria do personagem icônico. Em entrevista, o ator contou como escapa da pressão da fama, suas colaborações com Tim e como deixou sua marca no Chapeleiro Maluco.

UOL Cinema - Qual é o segredo do seu sucesso?
Depp - Acaso. Apenas sorte, sério. Eu tive muita sorte ao longo dos anos, é um milagre as pessoas ainda me contratarem após algumas das coisas que fiz. Não há como prever. Antes de “Piratas do Caribe”, eu fui rotulado de “veneno de bilheteria”, algo que não me incomodava. E então “Piratas” aconteceu e agora Tim (Burton) não precisa mais brigar com os estúdios para me dar um papel, o que aconteceu durante muitos anos.

UOL Cinema - Como você lida com a fama e toda a adoração pública?
Depp -Você nunca se acostuma a esse tipo de coisa. Esse é o motivo para eu não sair de casa com frequência. Eu não vou a lugar nenhum. Eu entendo do que se trata a celebridade e a fama, e as aprecio, mas há um limite para esse tipo de coisa com a qual uma pessoa consegue lidar. Se a escolha é entre ser constantemente bajulado ou ficar sentado em um quarto escuro, eu prefiro o quarto escuro.

UOL Cinema - “Alice no País das Maravilhas” tem muitos personagens estranhos e maravilhosos. Eles te influenciaram quando você estava filmando?
Depp - Eu tive sonhos horrendos, mas sempre tive a tendência de ter sonhos sombrios. Eu não me lembro especificamente de nenhum dos que me atormentaram durante a filmagem, mas não acho que tenha tido algo a ver com a filmagem, foi algo isolado. Certa vez eu tive um em que o capitão da série de TV “A Ilha dos Birutas” me perseguia pelas ruas de Hollywood.

UOL Cinema - Você não gosta de assistir aos seus filmes, mas você assistiu “Alice no País das Maravilhas”?
Depp - Se eu puder evitar o espelho diante do qual escovo meus dentes pela manhã, eu evito. Eu encontro segurança no grau mais profundo de ignorância. Se você puder permanecer ignorante a respeito de quase tudo, você ficará bem. Apenas continue seguindo em frente. É ok notar as coisas, mas julgar as coisas retardará você, então não gosto de ver a mim mesmo nos filmes. Eu não gosto de estar ciente do produto, eu gosto é do processo. Não é minha culpa. Não fui eu que fiz. Eu estava lá, mas não fiz. Eu não suporto assistir meus filmes. Eu prefiro partir com a experiência do processo e apenas com isso, o que me basta. Mas este aqui eu assisti porque é o Tim no seu máximo. Ele realmente foi longe neste aqui.

UOL Cinema - Seus filhos viram o filme?
Depp - Eles viram e adoraram. Eles ficaram malucos com ele, citando coisas do filme. Foi incrível. Eles amaram e não ficaram nem um pouco assustados.




UOL Cinema - “Alice no País das Maravilhas” é seu sétimo filme com Tim Burton. Como seu relacionamento com ele mudou ao longo dos anos?
Depp - Nós nos conhecemos há 20 anos, em “Edward Mãos-de-Tesoura”, e o fato dele ter me escalado naquele filme foi um milagre. Assim que você conhece alguém por tanto tempo, você se torna íntimo, mas em termos do processo e do trabalho, não mudou nada desde aquela época, exceto por um tipo de abreviação. Tim mexe a cabeça ou entorta os olhos de uma certa forma e eu já sei o que ele deseja. Mas uma coisa evoluiu entre nós, não há como deixar de falar... quando homens adultos começam a trocar fraldas e coisas assim, e conversam a respeito. Ter filhos, esse tipo de coisa. Uma das coisas que mais me orgulho foi de ter sido a primeira pessoa a dar ao Tim uma caixa completa de DVDs de “The Wiggles” (uma série de TV musical infantil australiana). Ele ainda não me perdoou por isso.

UOL Cinema - Quanto você opinou sobre sua interpretação do Chapeleiro Maluco?
Depp - Eu sentia fortemente como deveria ser sua aparência, como seria seu comportamento, que ele não deveria apenas promover um baile em um salão e apenas fazer loucuras para obter risadas. Eu senti que devia haver outro lado dele, algum grau de dano ou trauma.

UOL Cinema - Ele tem uma aparência singular. Qual foi seu toque pessoal no visual do personagem?
Depp - Em termos de aparência do personagem, parte do material inicial veio diretamente do livro, como esses pequenos detalhes estranhos e enigmáticos que o autor, Lewis Carroll, deixou lá. Ele diz coisas como, “Eu estou investigando coisas que começam com a letra M”, que eu considero muito intrigante porque nunca há uma resposta, mas tem a ver com mercúrio. Eu comecei a pesquisar sobre chapeleiros e havia essa coisa chamada doença do chapeleiro –a substância que usavam para colar os chapéus continha muito mercúrio e eles acabavam se envenenando, e a doença se manifestava de formas diferentes, como desordens de personalidade ou coisas ainda mais estranhas e sombrias. O produto de fato tinha uma coloração alaranjada, que é o motivo dos detalhes laranjas. Minha abordagem ao personagem foi apenas a ideia de encontrar esses lugares interiormente, passar para os extremos da personalidade, de forma que, em um minuto você está em fúria plena, no minuto seguinte você mergulha em medo e em seguida ao auge da frivolidade, que foi o que tentei fazer nas cenas sempre que encontrava o momento certo.

UOL Cinema - Quem é seu louco favorito?
Depp - Tim, porque ele me arruma trabalho. De certo modo ele é maluco, mas é uma loucura que funciona para ele. Correndo o risco de embaraçá-lo, eu sempre admirei o Tim por seu compromisso com sua visão e com a impossibilidade do compromisso, por fazer exatamente o que queria, da forma que queria, em seu estilo único. No meu entender, ele é um dos poucos artistas verdadeiros trabalhando no cinema.

VIKI WATERS
Especial para o UOL, da Bang Showbiz

Beijos,

Aninha

sábado, 17 de abril de 2010

ENERGIA


Vcs já tiveram a impressão de que estão totalmente sem energia?

Foi assim que me senti quando cheguei em casa, na sexta a noite...

Desculpem, mas não tenho nenhuma condição de escrever ou de pensar num texto legal para vcs!!!

Sorry!!!

Beijos,

Aninha


Imagem extraída de MAGIA DE LUZ

sexta-feira, 16 de abril de 2010

FUJA DELES!!!!

















SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA DO DEBS
Nas rodas femininas é recorrente a afirmação de que está faltando homem no mercado. “Eu discordo. Penso que não estão faltando seres do sexo oposto, mas homens de verdade, desses que fazem a diferença”, brinca a psicóloga Lígia Guerra, autora do livro "O Segredo dos Invejáveis", publicado pela Editora Gente. Por essa razão, ela propõe “estudar o mapa da rota das encrencas” para desviar delas e encontrar o “tesouro perdido”.

É que, segundo a psicóloga, alguns homens significam problemas e é possível identificá-los facilmente. Mas que fique bem claro que se trata apenas de uma sugestão bem-humorada para evitar relacionamentos conflituosos. Afinal, o ditado popular diz que “todo mundo tem sua tampa da panela”.

“Se a mulher quer ter um parceiro legal, é bom prestar atenção em algumas características antes de apostar na relação”, recomenda a profissional. Vamos a elas:

- Homens que são sarados além da conta, que dão a impressão de que seus bíceps, tríceps e afins vão explodir a qualquer momento. “Certamente merecem uma fuga estratégica, pois não devem ter muito tempo para outras coisas além do próprio corpo, como trabalho, estudo, cultura, família e, claro, para você”, diz Lígia.


- Homens que se dizem apaixonados pelas mulheres. “Saia correndo que é encrenca na certa! Um exemplar assim é 'galinha' ou inseguro e está querendo fazer estilo. Nenhuma das opções anteriores merece uma única chance sequer”, analisa a psicóloga.

- Homens que chegam à balada olhando para o nada, como se estivessem desfilando em uma passarela virtual, que só eles enxergam. Dessa maneira completamente “despretensiosa”, eles transitam entre as “pobres mortais” como se elas não existem, fazendo ares de que “a eleita” receberá uma grande honra. “Um homem narcisista assim não dá para encarar nem por caridade. São colecionadores de mulheres”, dispara.

- Para a psicóloga, o tipo que leva o prêmio de “Missão Impossível”, é aquele que fala das ex-namoradas. “Esse não tem concorrente, pois, além de grosseiro e chato, é sabotador. Se ele não valoriza a mulher nem no início do relacionamento, imagine como serão os próximos encontros?”, questiona.

- Segundo Lígia, é bom também ter desconfiança destes tipos de homens:

  • que só falam de si
  • que “engolem” as mulheres com os olhos
  • que são grosseiros com os empregados
  • que tratam as mulheres como serviçais ou objetos
  • que se divorciam da mulher e dos filhos
  • que têm como grande objetivo de vida trocar de carro todo ano

Para a profissional, o que falta aos tipos mencionados é inteligência emocional. “Conheço homens muito bem sucedidos que não sabem rir de si mesmos, que são engessados e levam a vida a sério demais”, diz.

“Um homem especial consegue transmitir com um olhar que a mulher está linda, mesmo sem nenhuma produção. Olha com amor quando ela está preparando um simples jantar e a faz se sentir única. Ele não precisa pagar as contas sozinho e ter todas as respostas, basta que sonhe junto com a mulher e some forças. É pedir muito?”, conclui a escritora.

* Matéria da redação da página Uol Estilo - Comportamento


Meninas, façam bom proveito, por favor!!

Beijinhos

Ana Mineira

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A NATURE WOMAN



No final dos anos 90, nos Estados Unidos, houve a pretensão de extinguir as aulas de música das Escolas Públicas.

Isto causou uma comoção generalizada, já que pesquisas confirmam que a música ajuda imensamente no aprendizado das crianças, além de tirá-las das ruas e da possibilidade da descoberta de grandes talentos.

Em razão disto, como forma de protesto (ah, se todos os protestos fossem assim!), em 1998, foi montado um show, chamado DIVAS LIVE, para mostrar a importância da música na vida das crianças.


Deste show participaram as grandes Divas da música: Celine Dion, Aretha Franklin, Shania Twain e Mariah Carey, e ainda teve a participaçào especial de Carole King.

A música do post é a que todas cantam juntas, "guiadas" pela espetacular Aretha Franklin, a música A Nature Woman.

Um ano depois, em 1999, novo show foi organizado, com outras Divas: Tina Turner, Cher, Whitney Houstoun e Brandy, e teve a participação especial de Elton John e Leann Rimes.


The Best, The bitch is back e Proud Mary são algumas das canções apresentadas por estes ícones da música.

Os dois shows são imperdíveis e podem ser vistos em DVD. Eu recomendo!

Beijos,

Aninha

terça-feira, 13 de abril de 2010

INFÂNCIA DE LIVROS


Vou fazer uma confissão: Monteiro Lobato nunca foi meu autor preferido, nem na infância. Pronto, falei! Quando vejo entrevistas de escritores, atores, compositores falando dos livros preferidos de criança, geralmente os olhinhos brilham e eles falam de Reinações de Narizinho, Caçadas de Pedrinho, Memórias de Emília, eu fico ligeiramente constrangida. Porque apesar de reconhecer a importância de Lobato para a Literatura Brasileira, principalmente a infanto-juvenil (o que seria absurdo negar afinal de contas, no
dia de seu aniversário, 18 de abril, é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil), nunca consegui ser sua fã.

Nada disso significa que minha imaginação não tenha sido povoada de personagens igualmente encantadores. Várias histórias marcaram meus tempos de menina e a primeira que me vem à memória é a Bonequinha Preta. Ainda me lembro de participar da festinha de formatura do pré, quando o livro foi encenado e do tombo que o verdureiro levou quando a bonequinha caiu no seu balaio (afinal de contas, eram crianças de 6 anos...). Além da admiração pela autora, uma senhorinha que viveu em Belo Horizonte até os 102 anos, a professora Alaíde Lisboa de Oliveira.


Tempos depois teve uma tarde de autógrafo no shopping com o querido Ziraldo. Meu primeiro contato com o Menino Maluquinho... Ainda tenho o livro aqui em minhas mãos, com meu nome e do meu irmão na dedicatória e a data que minha mãe escreveu no verso da contra-capa (que não vem ao caso saber qual é, diga-se de passagem). Mas a emoção daquele momento e a doçura do Menino são coisas que nunca vou me esquecer.

E ainda Maria José Dupré com sua A Ilha Perdida. Ela que era elogiada por Lobato e que escreveu Éramos Seis, se enveredou pela aventura infanto-juvenil nessa obra que era obrigatória e que encantava. Geralmente era pela Ilha que tínhamos o primeiro contato com um clássico da nossa geração: A Coleção Vagalume, feita na medida pra despertar a paixão pela leitura em pré-adolescentes. Semana passada vi uma criança lendo a Sra. Dupré.

Um pouco mais tarde veio Lúcia Machado de Almeida que contribuiu com os misteriosos O Caso da Borboleta Atíria e O Escaravelho do Diabo, principalmente. Não consigo me esquecer da mariposa que se disfaçou de coruja para enganar uma testemunha do crime. Lembro de me sentir tão importante quando li... Parecia livro pra adulto.


Muito depois disso começa pra mim uma outra fase literária. Aquela em que nas encenações meu papel é atrás da máquina fotográfica. Ainda tive gratas surpresas redescobrindo a literatura infantil pelos olhos do meu filho. Foi como conheci Ana Maria Machado e a sua Menina Bonita do Laço de Fita. Um primor de história, que fala de diferença racial com uma delicadeza maravilhosa.

Adoro as segundas chances proporcionadas pela maternidade. Nesse momento estou lendo (palavra de honra!) A Bolsa Amarela de Lygia Bojunga. Não é um livro jovem, foi lançado em 1976, mas só agora tive o prazer de conhece-lo. Estou apaixonada pela menina que esconde na bolsa suas 3 grandes vontades: a de ser gente grande, a de ter nascido menino e a de se tornar escritora.


Em todas as idades que tive, livros coloriram minha vida de maneira inexplicável. E acho que uma das melhores coisas que posso desejar a qualquer criança é uma infância repleta deles.

Viva o livro infantil!


Beijos

Ana Mineira

RIO DE JANEIRO, A CULPADA SOU EU!


E vocês acharam que eu ia ficar quietinha, né? Aposto que vocês estranharam meu silêncio. Mas, para a alegria geral da nação, vou falar!!!!

Demorei, porque fiquei chateada com os acontecimentos e, a vida tem me ensinado a não falar o que sinto e penso durante a descarga de adrenalina. Até já tinha um post pronto para publicar hoje, mas vou deixá-lo pra quinta feira.

De quem é a culpa pelos acontecimentos do Rio de Janeiro e Niterói? Resposta: todos nós!!!! Isso mesmo, eu, você, os seus e os meus pais e todos os brasileiros.

Não é possível culpar A ou B. O prefeito das cidades ou o governador do Estado são apenas bodes expiatórios. Revolte-se, mas é isso mesmo! Vamos lá ao meu raciocínio.

Nasci na região Sudeste e aqui estudei. E, era unânime a idéia de que o futuro do Brasil estava aqui e no Sul do Brasil. Regiões Norte e Nordeste sempre foram deixadas de lado (e o coronéis agradeceram!).

Em razão disto, a população Nordestina tinha duas opções: ficar “lá pra riba”, vivendo na miséria ou vir pra cá fingir que não vivem na miséria. Nem preciso dizer qual foi a decisão, né? E, então, vieram os problemas estruturais: onde colocar todo esse povo pra morar? Podemos não recebê-los? Podemos mandá-los de volta?

E a solução foi permitir que eles se ajeitassem como desse e, assim, garantiríamos o mínimo de condições de vida, urbanizando o lixão.

E a culpa é dos prefeitos do Rio e de Niterói? Sim, é! Mas a culpa também é do Governo Federal, que durante todos esses anos, preocupou-se em desenvolver as regiões Sul e Sudeste e praticamente ignorou Norte e Nordeste.

Aliás, o Governo Federal continua negligenciando. Só lembram da existência do Norte e Nordeste na época de eleição, afinal de contas, ali fica o maior curral eleitoral, né?

Opa! Curral é um termo perfeito, já que todos são tratados como animais!!! E nem me digam que o Bolsa Família é um super programa, garantidor da dignidade humana.

O Bolsa Família é o maior programa de compra de votos do mundo (plagiando alguém que já falou isso, mas não lembro quem!). Se o dinheiro gasto com o Bolsa Família fosse investido em infraestrutura, educação e tecnologia, seria melhor aplicado. Ensinar a pescar é meu lema!

Voltando à tragédia atual... resumindo, a culpa é dos governantes? Mas, quem os colocou no Poder? Ops, doeu a consciência agora, né? E quem ficou acomodado vendo tudo isso acontecer, durante anos e anos, sem fazer nada porque não era a sua casa que estava em cima do lixão mesmo? Está ficando insuportável sua dor de cabeça???

Pois é, por isso demorei para escrever este texto, precisava absorver minha culpa! Mesmo que os Governantes atuais não tenham sido eleitos pelo meu voto, sou culpada da minha acomodação. Eu, você e nossos familiares!!!

Agora, vou deixá-los com o peso na consciência, desejando que nas eleições deste ano, não pensemos em popularidade, carisma ou partido político, mas sim em competência e capacidade para tentar igualar o desenvolvimento das regiões, para que todos os brasileiros tenham dignidade.

Afinal de contas, o Brasil é um só!

Beijos,

Aninha

segunda-feira, 12 de abril de 2010

DESESPERAR JAMAIS



Desesperar jamais
Aprendems muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo

Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer

No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais

Beijos

Ana Mineira

domingo, 11 de abril de 2010

DE SERESTA A BON JOVI



Estou acordada há mais de 24 horas e, sinceramente, não consigo lembrar quando foi a última vez que isto me aconteceu. Assim como também não lembrou a última balada que fui aqui em SP (lembro de ter ido em BH, mas é melhor nem tocar nesse assunto... rs).

Perdi o sono às 3h da madrugada de sexta para sábado, durante o dia, enfrentei minha maratona semanal de 10 horas de aula, jantei com minha sobrinha e, à noite, fui ao aniversário de uma grande e querida amiga.

Aniversário numa baladinha. Cheguei a pensar que, prestes a completar 35 anos, estou novinha ainda!!! Aliás, acho que eu era a mulher mais nova que tinha no bar. Mais nova e com mais noção para se vestir, diga-se de passagem!!!

Valeu pelas risadas e pelo repertório. A banda era um verdadeiro espetáculo, cantando todo o tipo de música. E, foi lá que reencontrei um velho conhecido... Bon Jovi, que sempre faz muito sucesso!!!

Entre uma música e outra, tocaram "It's my life" e, como fazia muito tempo que não a ouvia, enquanto dançava, notei que cantar o refrão me proporcionava um certo alívio!!!

"It's my life (É a minha vida)
It's now or never (É agora ou nunca)
I ain't gonna live forever (Eu não vou viver para sempre)
I just want to live while I'm alive (Eu só quero viver enquanto estou vivo)
(It's my life)(É a minha vida)
My heart is like an open highway (Meu coração é como uma rodovia aberta)
Like Frankie said (Como Frankie disse)
I did it my way (Eu fiz do meu jeito)
I just wanna live while I'm alive (Eu só quero viver enquanto estou vivo)
It's my life (É a minha vida)"

E isso é mais ou menos o que venho sentindo ultimamente... essa é a minha vida e eu quero vivê-la intensamente, com o coração aberto. "No games, baby". Tudo preto no branco!

Ou vocês estão ao meu lado, ou não verão o caminho que resolvi traçar para mim! Porque cansa demais seguir o caminho dos outros e ficar para trás, fingindo que estava feliz por seguir passos que não eram meus!

Agora vou deitar, dormir o sono dos justos e honestos! Não tenho hora para acordar, afinal de contas, é domingão, e eu tenho o direito de descansar em pelo menos um dia da semana, né neimmmmmm???!!!

E, levo para cama, a única dúvida que me restou destas mais de 24 horas acordada: por que os manobristas de "valet" não tiram a porcaria do papelzinho do vidro do seu carro, que acaba ficando grudado, por causa da chuva???????? (é praticamente uma dúvida existencial, hein!!! rs).

Beijos em todos e BOM DOMINGO!!!

Aninha

obs.: o post era pra ter sido publicado às 7h, mas não sei porque não foi... já to acordada... rs

sábado, 10 de abril de 2010

SERESTA AO PÉ DA SERRA


Essa minha terra é cheia de cacoetes. Alguns bem irritantes, outros até bonitinhos. Um dos que eu mais gosto é da mania de seresta e serenata. Mais uma vez, como em tudo que é boêmio, meu bairro é pródigo nesse quesito também. Sempre teve seresta na praça. Há algum tempo atrás era sagrado, toda sexta-feira. E atire a primeira pedra quem naquela época não começou algum namoro numa seresta...

Há 27 anos em um dos mais populares parques da cidade, o Parque das Mangabeiras, acontece a "Seresta ao pé da Serra", que é uma pareceria da prefeitura com o Sesc-MG e o xodó de um jornalista muito conhecido na cidade, Carlos Felipe. As pessoas se reúnem, de quinze em quinze dias, durante os meses de seca (mais ou menos de março a outubro) pra ouvir e dançar ao som de grupos musicais que se revezam a cada evento.

É um acontecimento! Apesar de lá você encontrar pessoas de todas as idades, obviamente a maioria é gente... como direi...
mais madura... E o ambiente é tão familiar que, mesmo tendo um restaurante ao lado, a maioria dos frequentadores leva comida e bebida de casa pra compartilhar em mesas enormes, verdadeiras panelinhas. Rodam garrafas de pinga, que todos bebem na tampinha. Torresmo, linguiça, bolinhos... vira uma grande festa de roça.

Tem os casados e casadas que vão sem os cônjuges porque eles não gostam, ou não aguentam o barulho (tem uma que o marido usa aparelho de surdez) e aí só dançam com aquele par de praxe, que geralmente é filho de alguém ou marido de uma pessoa generosa e de confiança. Tem aqueles que encontram vizinhos que vão escondidos das mulheres. Tem um senhor, de 90 anos, que é "o" pé-de-valsa, não perde nenhum dia e dança com a mulherada toda. Casais de décadas se comportando como namoradinhos.
Tem amores velados e escancarados, novos e antigos. E cada roupa...

Tudo isso naquele friozinho (ou friozão, dependendo do dia) dos pés da Serra do Curral, no meio da mata. Coisas de uma cidade com complexo de Peter Pan, que não quer ser grande nunca... Com seus dilemas de metrópole e comportamento de arraial...



Beijos

Ana Mineira

sexta-feira, 9 de abril de 2010

MULHERES QUE AMAM DEMAIS!


Às vezes, tenho a sensação que Ana Mineira lê pensamentos! Ou então, estamos na mesma sintonia (o que acho muuuuuuuuuito mais fácil!)

Estou pensando em fazer um post sobre o Amor, há uns 3 dias e, quando abri o blog ontem, vi um post dela falando sobre a Paixão.

Pois é, apesar de todas as besteiras que eu falo e escrevo, sou uma romântica incorrigível!!! A imagem que abre o post é a que uso de fundo de tela, no meu notebook.

Desde que me conheço por gente, sou uma mulher que ama demais!

Amo demais minha família! Amo demais minhas cadelas! Amo demais meus amigos e, amo demais meus amores.

E falo do amor que existe dentro de nós, não só pela nossa "cara metade" (que eu ainda não encontrei, diga-se de passagem). Falo do amor pela natureza, pela humanidade, pelo próximo. Amor pelo bolo de chocolate que vc fez para agradar alguém.

Tudo o que fazemos com prazer, é feito com amor!

Dizem q o amor, é aquele sentimento que fica, depois que a paixão acaba. É um sentimento mais calmo, mais tranquilo.

O curioso é notar que a maior parte das pessoas pensa que quando um casal se ama, significa que acabou a paixão e teve início a rotina e a mesmice.

Mas o amor que eu idealizo (e que eu sei que existe), nunca fica sem paixão, sem desejo. A rotina não faz parte deste amor. Para mim, existe paixão sem amor, mas não existe amor sem paixão.

Para que o amor resista, tem que continuar havendo paixão! Caso contrário, vira amor de amigo (que também é muito bom, maaaaaaaassssssssss...).

Desde que amar não vire uma obsessão, amar demais não é defeito, pois todo o ser humano que ama demais, é capaz de se doar ao próximo.

A propósito, EU TE AMO!

Beijos,

Aninha

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A IDADE DA PAIXÃO E A PAIXÃO DA IDADE


Cena do filme Wolke 9, de Andreas Dresen

Na verdade "A idade da paixão" é o título de um livro de Rubem Mauro Machado, escrito em 1986 e
que ganhou o Prêmio Jabuti. Na verdade ainda não li, só adoro o nome... Pelas sinopses lembra um pouco uma fase do Érico Veríssimo sobre o final da adolescência (com quem só não caso por dois motivos: 1- já morreu; 2- eu ia virar madrasta do LFV e ia ser muito desagradável;). Vai um trecho:

“E como em oração, repito Sílvia, Sílvia, Sílvia, com um fervor amoroso que talvez só na adolescência seja possível. Pode um homem humilhado (alguém que sequer se sente bem alimentado) aproximar-se de uma mulher? Sobretudo de uma mulher que o atinge? Alguém que pela falta de contato com mulheres sente agravada a natural timidez (e que, certa desculpa ao mundo feita, à saída do colégio, tendo uma moça inesperadamente se dirigido a ele, pedindo uma informação, sentiu-se enrubescer até as orelhas. Só faltava a alguém assim pedir por estar vivo.”


Já disse muitas vezes o quanto gosto da adolescência; a minha e a dos outros. Exatamente por isso: pela intensidade de sentimentos. É tudo muito grande, muito forte, como se o mundo estivesse sempre prestes a acabar. Então não tenho dúvida: é mesmo a idade da paixão. Minha pergunta portanto fica sendo: seria a única idade da paixão? Paixão é coisa de adolescente?

Bem, busquemos o auxílio do Houaiss pra quem paixão é: "sentimento, gosto ou amor intensos a ponto de ofuscar a razão; grande entusiasmo por alguma coisa; atividade, hábito ou vício dominador" Ou seja, quase uma doença... Hoje em dia muitos profissionias da neuropsicologia já consideram que seja um "estado alterado da realidade comparável ao êxtase provocado pelas drogas e pelos delírios místicos". Já se sabe quais as substâncias envolvidas, como funciona, quanto tempo dura. Acho que só não conseguimos descobrir o que nos move pra ela e o mais grave: o que nos tira dela. Mas faço ainda aquela pergunta: para se ter a razão ofuscada tem idade? Se tivesse nenhum réu com mais de 20 anos poderia alegar insanidade, não é mesmo?

Pra mim é muito simples: é a paixão que move o mundo. É importante não apenas estar apaixonado como ser apaixonado. É muito melhor trabalhar com paixão, estudar com paixão, viajar com paixão, fazer esporte com paixão, fazer sexo com paixão, ter filho com paixão, amar com paixão... viver com paixão é muito melhor... Tá! Eu não sou parâmetro. Mas do mesmo jeito que muitas pessoas olham pra mim e acham graça da minha ingenuidade apaixonada eu tenho pena do realismo desbotado que fica depois que a vida vem e lava o êxtase. Tenho pena de quem não vive paixões e nem mesmo sonha com elas. É como se tivessem esquecido como é bom viver sob os desmandos de um vício dominador, por mais tolo que possa parecer depois de uma certa idade.



E nem uma palavra mal criada sobre o Guilherme Arantes ou essa música que eu adoro de paixão!

Beijos apaixonados

Ana Mineira